14 de setembro de 2011

Estado a emagrecer

A medida a ser aprovada amanhã em reunião de Conselho de Ministros foi anunciada hoje por Passos Coelho no debate quinzenal no Parlamento.

Ficamos a saber então que haverá uma redução de 27% nos cargos dirigentes do Estado, o que corresponde a mais de 1700 cargos, número acima do exigido pela "Troika".

Esta medida corresponderá a uma poupança de 100 milhões de euros aos cofres do nosso país.

Esta sim é uma medida que me deixa bastante contente. 

Tal como prometido durante a campanha, Pedro Passos Coelho começa a cortar nas tais "gorduras do estado", no entanto, ainda há muito por fazer.

Ministro das Finanças considera que Portugal devia ter pedido ajuda em 2009

Vítor Gaspar diz que era inadiável ter pedido ajuda mais cedo, devido ao elevado endividamento externo, ao baixo crescimento económico e ao défice excessivo.

Veja a notícia AQUI

12 de setembro de 2011

Regresso às aulas (in: "Maia Hoje")

Foi sabido esta semana que 37 mil professores ficarão este ano sem colocação, ou seja, temos mais 37 mil pessoas no desemprego.

Este número tenho a certeza que em parte motivado pela crise e consequentes cortes no sector educativo, mas também pelo excesso de docentes no mercado de trabalho levou-me a reflectir sobre uma outra questão que me parece pertinente.

O que deverá um país em crise fazer com a oferta formativa?

Meus caros, sou da opinião que, o factor primordial de escolha de um curso superior deverá ser a vocação, mas, actualmente todos, ou quase todos os jovens aquando da sua candidatura à faculdade, ou mesmo antes, na altura de escolha do curso de ensino secundário, pensam essencialmente na empregabilidade da área/curso que vão seguir, o que não deixa de estar correcto também, segundo o meu ver.

Julgo ser obrigação de um país, e dos seus governantes, oferecer aos jovens cursos que lhes garantam maior oportunidade de emprego no futuro.

Parece-me efectivamente necessário rever o método de candidatura e entrada nas faculdades, nomeadamente no que toca aos numerus clausus, com por exemplo a fixação de números mais baixos em algumas áreas, lembro por exemplo do direito, da gestão, do marketing etc., que me parecem áreas lutadas e por outro lado, parece-me também necessária o aumento de vagas ou quem sabe o baixar de médias, em cursos ligados por exemplo à área da saúde onde alguns alunos não chegam sequer chegam a entrar só porque lhes é fechada a porta e muitas vezes negado o sonho.

É obrigação de um país atento encaminhar os seus jovens, para que tenham um futuro promissor e é obrigação de nós, jovens, fazermos também por isso.

                            Publicado na edição de 9 de Setembro do Jornal:

14 de fevereiro de 2011

sobre(Viver)

Nos últimos dias tem sido impressionaste o ritmo a que, ao ligar-mos a televisão, vemos que um pouco por todo o país se têm encontrado idosos mortos nas suas residências, alguns dos quais já desaparecidos há bastante tempo.

Todas estas notícias fizeram-me reflectir, e fizeram-me perceber duas coisas: em primeiro lugar, existe um enorme desrespeito e despreocupação pelos nossos idosos, em segundo vivemos rodeados de gente, e mesmo assim não conhecemos ninguém.

Acho impressionaste um idoso, a viver sozinho, desaparecer e a vizinhança não dar por ela, ou demorar a dar por ela, ou, mais preocupante, dar por isso e nada fazer, acho ainda mais impressionaste alguém próximo do desaparecido esperar oito anos, ir treze vezes a tribunal pedir o arrombamento da porta, e não ter a coragem de o fazer sozinho.

Vivemos na civilização das causas, por todo o lado há uma causa, ligamos o computador e no facebook convidam-nos para não sei quantas causas, e é raro ver uma causa que tenha como objectivo o apoio a estes idosos, que depois de uma vida de trabalho foram simplesmente esquecidos pela sociedade.

É preciso pensar seriamente em estruturas que tenham a capacidade de prevenir estes casos.

Fui ensinado, desde muito novo, a respeitar os mais idosos.

Devemos ter a capacidade de, fazer aquelas coisas básicas do tipo, ceder o lugar a um idoso, ou ceder a passagem, ou abrir a porta, ou ajudar a atravessar a rua, ou ter a preocupação de monitorizar aqueles idosos que sobrevivem sozinhos na solidão do seu lar. Todos estes actos não são uma questão de simpatia mas sim uma questão de respeito e de solidariedade.

Se nós somos responsáveis pelo futuro, a eles devemos um agradecimento pelos feitos passados e pela possibilidade de viver-mos desta forma o presente.







3 de fevereiro de 2011

fiqueisembolsa.com

A JSD criou uma plataforma para que os alunos que o governo deixou sem bolsa de estudo possam partilhar a sua experiência. 

Em poucas horas o site fiqueisembolsa.com teve mais de 4000 visitantes e muitas manifestações de estudantes que se revelam indignados com esta politica do Governo Socialista que atira para fora do Ensino Superior, milhares de jovens que independentemente das suas capacidades intelectuais e da sua vontade, não terão dinheiro para concluir o seu curso superior!

Uma causa a aderir e divulgar

9 de janeiro de 2011

Declaração de Voto

Apesar de há 5 anos ter feito parte do Staff Distrital da Campanha do Prof. Aníbal Cavaco Silva estas serão as minhas primeiras presidenciais enquanto eleitor.

Para aqueles que como eu se vão mantendo atentos e se preocupam em estudar a política, essencialmente a nacional, conhecem o percurso dos candidatos que vão a votos no próximo dia 23 de Janeiro. Todos nós nos lembraremos, ou teremos conhecimento, do passado de Cavaco Silva, da sua obra (e das suas equipas) em prol do desenvolvimento das infra-estruturas nacionais, da sua luta pela democratização da Cultura, das suas políticas conduzidas pela máxima "sair da cauda da Europa".

Foi Cavaco Silva, com a sua visão estratégica, que Portugal adoptou o fuso horário da Europa Central, usado pela maioria dos restantes países da União Europeia, adopção essa que viria a facilitar as comunicações e transportes internacionais, foi Cavaco que não aprovou o habitual despacho que determinava a tolerância de ponto no dia Carnaval, todas estas medidas (mesmo que falhadas) simbolizaram uma coragem para a ruptura com hábitos instalados.

Enquanto PR, Cavaco Silva sempre se mostrou um homem forte, um homem atento aos problemas reais do país, um homem que transmitia confiança mesmo aos tão afamados mercados internacionais. Cavaco sempre foi um presidente próximo dos portugueses, Cavaco foi o primeiro presidente com uma agenda dedicada realmente aos jovens.

Ao longo destes 5 anos muitas vezes discordei com as decisões do Presidente da República, com algumas leis que promulgou em vez de as devolver ao Parlamento, com alguma distância que por vezes foi tendo quanto aos ataques que lhe eram feitos.

Contudo, hoje, em consciência, acredito em Portugal, acredito que podemos mudar, acredito que podemos fazer de Portugal um país forte, acredito que podemos fazer de Portugal um país onde valha a pena viver, acredito que podemos restituir a confiança aos portugueses, EU ACREDITO EM CAVACO SILVA.

Querida mãe, (alegadamente) mudei o Hotel! Retrato de uma geração (que é a minha).

Como é hábito, nas férias de Páscoa são milhares de jovens que rumam a Espanha para a viagem de finalistas do ensino secundário. Ao longo do...